Eleições 2026 · 48 afirmações · ~8 minutos

Bússola do Voto

Descubra os candidatos de 2026 mais próximos do que você pensa. São 48 afirmações, uns oito minutos, e uma lista montada a partir de como partidos e candidatos realmente votam — com as fontes à vista.

Sem cadastro. Suas respostas não saem do seu navegador.

Três eixos: economia (estatista ↔ liberal) · costumes (ordem ↔ liberdade) · instituições (institucionalista ↔ rupturista). Como a seleção é feita

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Economia
Costumes
Instituições
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Eixo institucional
institucionalistarupturista

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Caminho inverso · já tem alguém em mente?

Quanto um candidato se aproxima da sua bússola?

Digite nome de urna ou número. A busca cobre presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais do estado escolhido, com os registros do TSE.

Analisar as propostas de qualquer candidato

Cole o texto e veja onde ele cai na bússola

Para candidatos sem mandato nem plano registrado: copie o texto das propostas (site, material de campanha, entrevista, programa) e cole aqui. O Claude responde às 48 afirmações como o texto responderia, marcando "sem evidência" quando o texto não trata do tema. Usa a sua conta do Claude; o texto não é guardado.

Esta análise usa IA ao vivo e roda só na versão hospedada no Claude. Aqui você vê como funciona; o botão abaixo abre a versão com IA.

Como a Bússola do Voto foi construída
Como a seleção é feita

1. Sua bússola. As 48 afirmações medem três eixos: economia, costumes e instituições. Metade é escrita "para cada lado", para neutralizar a tendência de concordar. O resultado fica só no seu navegador.

2. A posição de cada candidato. Não usamos autodeclaração nem opinião de jornalista. A posição do partido vem do GPS Partidário 2026 da Folha (votações, frentes, coligações e doadores) e das assinaturas em 26 frentes parlamentares. Quem já tem mandato é posicionado individualmente pelos próprios votos: 1.109 votações nominais da Câmara desde 2023 e, em oito Assembleias estaduais mais a Câmara Legislativa do DF, as votações nominais do plenário local — 888 candidatos ao todo. Presidenciáveis e candidatos a governador de SP têm o plano de governo lido e pontuado nas mesmas 48 afirmações.

3. O cruzamento. A afinidade é a distância entre o seu ponto e o do candidato na bússola (55% da nota), ajustada pelo que você diz valer no seu voto: chance real de eleição (um termômetro estrutural, não pesquisa), renovação ou experiência, trajetórias que conta pontos, partido preferido, pautas, representatividade. Você pode ainda excluir citados em grandes casos de corrupção, com régua explícita e fontes em cada cartão.

4. Onde entra a IA. A ordenação é uma conta aberta, descrita no método ao pé da página, não uma caixa-preta. A inteligência artificial (Claude) entra em três pontos, sempre a partir de documentos: leu e pontuou os planos de governo, lê o texto de propostas que você colar para candidatos sem histórico, e, se você pedir, escreve um perfil dos finalistas a partir dos registros do TSE, com a instrução de dizer "não sei" em vez de inventar. Nada disso é recomendação de voto: a página mostra afinidade e evidência; a escolha é sua.

O Political Compass usa dois eixos: economia (esquerda–direita) e autoridade (libertário–autoritário). Várias das suas 62 afirmações falam de um mundo anglo-saxão — multinacionais, pena de morte, monarquia, "o estabelecimento". Aqui as afirmações foram reescritas a partir das votações e controvérsias que de fato separam partidos e eleitores no Brasil.

Economia (20 itens). As pautas vêm, em boa parte, das votações que a BBC Brasil usou em 2017 para posicionar os partidos: teto de gastos, reforma trabalhista, terceirização, pós-graduação paga em universidade pública, Petrobras no pré-sal — somadas a temas permanentes como Bolsa Família, salário mínimo, bancos públicos, previdência e tributação de fortunas.

Costumes (20 itens). Maioridade penal, porte de arma, drogas, aborto, ensino religioso, demarcação de terras, desmilitarização da PM, regulação das redes, papel das Forças Armadas. Como no original, o eixo mistura pautas morais e pautas de autoridade do Estado — por isso alguém pode ser liberal na economia e progressista nos costumes, ou estatista e conservador. Chamamos os polos de "ordem" e "liberdade" em vez de "autoritário" e "libertário", termos do original que em português soam como acusação e não como descrição.

Instituições (8 itens). O original não tem esse eixo, mas pesquisas brasileiras (o Painel Ideológico do Meio, baseado na tipologia de Christian Lynch) mostram que a "temperatura" institucional — cumprir decisão do STF, confiar na urna, aceitar negociação com o Congresso — separa eleitores que estariam no mesmo quadrante dos outros dois eixos.

Pontuação. Cada resposta vale 1 ou 2 pontos na direção de um dos polos do eixo. Metade das afirmações de cada eixo é escrita "para um lado" e metade "para o outro", para neutralizar a tendência de concordar. A soma é normalizada para uma escala de 0 a 10 em cada direção (no gráfico, −10 a +10 como no original). Abaixo de 2 é centro; até 5, moderado; até 8, firme; acima, forte.

Candidatos e termômetro. Presidente, governadores e senadores vêm dos registros de candidatura do TSE (DivulgaCand, extraídos em 13/09/2026): nome de urna, número, partido, coligação, vice/suplentes, ocupação, naturalidade e histórico de disputas. O "termômetro" é estrutural, não é pesquisa: soma incumbência (35), cargos majoritários já vencidos (até 20), passagem por 2º turno (6), amplitude da coligação (4 por partido, até 20) e porte do partido (20 grande, 10 médio). Número de seguidores não entrou porque não há fonte pública acessível para todos os candidatos e porque a correlação com voto é fraca fora do próprio território — para chance real, olhe as pesquisas registradas no TSE do seu estado. A "afinidade" pondera proximidade do partido à sua bússola (55%), o termômetro conforme sua escolha de uso do voto (5% a 45%), partido marcado, renovação, experiências e representatividade. Situações de registro mudam até a véspera: o link de cada ficha é a fonte.

Planos de governo (presidente e governador de SP). Para os 12 presidenciáveis e os candidatos a governador de São Paulo, lemos o plano de governo registrado no TSE e o pontuamos nas mesmas 48 afirmações do teste, usando só o que está escrito (leitura automatizada por modelo de linguagem, com trecho de justificativa em cada item e "sem evidência" quando o plano não trata do tema — um em cada quatro itens, em média; a Policial Edjane não registrou plano). A posição do plano entra na afinidade com peso proporcional à cobertura (12 afirmações cobertas num eixo = peso total), combinada à posição do partido; e o cartão mostra, afirmação por afirmação, onde você e o plano concordam. Atenção ao viés conhecido: plano de governo promete serviços, então candidatos de direita costumam soar mais ao centro no papel do que no comportamento — por isso o partido continua na conta.

Posição individual de quem já tem mandato. Para os 502 candidatos de 2026 que são deputados federais em exercício (mais 90 deputados estaduais paulistas, 45 cearenses, 53 paranaenses, 49 gaúchos, 69 mineiros, 31 catarinenses, 27 paraenses e 22 distritais, ver pilotos abaixo) (ou suplentes com atuação) — inclusive os que agora disputam Senado ou governo —, a afinidade deixa de ser do partido e passa a ser da pessoa. Dois comportamentos entram: as 1.109 votações nominais do Plenário de fevereiro de 2023 a agosto de 2026 (Dados Abertos da Câmara), das quais usamos as 706 em que as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos — o índice é a fração de vezes em que o deputado votou com o lado do PL; e as assinaturas nas mesmas 26 frentes parlamentares usadas para os partidos. Como o plenário mede sobretudo governo × oposição, o índice individual não substitui a posição do partido: ele desloca o ponto a partir dela. Na prática, x = x do partido (GPS Folha) + 9,8 × (índice do deputado − média da bancada); y = y do partido + 11,2 × (saldo de frentes do deputado − média da bancada), com os coeficientes ajustados para que as médias das bancadas reproduzam a escala dos partidos. É assim que um deputado que vota contra a própria bancada aparece deslocado dela. Exigimos ao menos 60 votações para usar o índice de votos. A tabela completa (perfil-individual-deputados.csv) acompanha os arquivos do projeto.

Onde o candidato teve votos (2022). Para os 5.730 candidatos de 2026 que também disputaram 2022 (qualquer cargo), a página traz a distribuição dos votos nominais do 1º turno de 2022 por município, e, na capital de cada estado, por zona eleitoral, a partir do arquivo oficial "votação por município e zona" do TSE (dados abertos, 2022), cruzado por nome completo com os registros de 2026. Cada cartão mostra o total, o número de municípios com voto, os quatro maiores redutos e, se você informou a cidade (e a zona, na capital), a fatia do candidato ali. O critério "vínculo local" passou a usar essa base: candidato com ao menos 5% dos votos de 2022 na sua cidade ganha bônus proporcional (até 10 pontos), e ao menos 0,5% na sua zona, mais 4; quem nunca disputou usa a naturalidade, com bônus menor. É um retrato de 2022, não de 2026: quem mudou de cargo ou de base pode ter outro mapa agora.

Filtro de integridade (Banco Master, INSS, mensalão, Lava Jato e outros). A página marca, em 18/9/2026, 64 candidatos de 2026 em cinco blocos, com duas réguas. Para os casos recentes (Banco Master, 30 nomes; descontos do INSS, 9 nomes), em que quase tudo ainda é apuração, a régua é de menção, igual para os dois lados do espectro: A alvo formal de investigação, operação ou indiciamento; B pagamentos, doações ou contratos apontados por Coaf, PF ou Receita; C ato ou omissão legislativa ou administrativa de interesse do esquema; D apenas contato, agenda ou vínculo familiar/indireto, sem ato apontado. As fontes do Master são a "Bancada do Master" da Revista Fórum e a lista atualizada da Gazeta do Povo (17/9/2026); as do INSS são as notícias do Senado sobre os dois relatórios da CPMI (o do relator e o alternativo da base governista, ambos rejeitados em 28/3/2026), além de Metrópoles, Correio Braziliense, O Tempo e Vermelho para operações da PF, indiciamentos e vínculos específicos; pedido de indiciamento em relatório rejeitado conta como menção, não como acusação formal. Para os casos históricos (mensalão, incluindo o mineiro e o do DEM, 5 nomes; Lava Jato e petrolão, 24 nomes), que já passaram pelo Judiciário, a régua é de desfecho e não de menção: condenação mantida em 2ª instância ou transitada; condenação anulada ou prescrita sem julgamento do mérito (incompetência da 13ª Vara, suspeição, nulidade); réu em ação em curso; delação homologada; absolvição, denúncia rejeitada ou inquérito arquivado. Quem foi absolvido aparece com a informação de que foi absolvido. A lista partiu dos réus e investigados listados na Wikipédia e nas coberturas do STF, Agência Brasil, Conjur, Poder360 e outros, cruzados por nome completo com os registros do TSE e verificados um a um quanto à identidade e ao desfecho em setembro de 2026 (o empresário Domingos Sávio de Castro, ouvido pela CPMI do INSS, não é o deputado homônimo; Anthony Garotinho não entra na Lava Jato porque suas condenações não decorrem dela). O bloco outros casos verificados usa a mesma régua de desfecho, acrescida de "apenas inquérito aberto", para episódios avulsos que usuários apontam e a página verifica antes de incluir; começa com Anthony Garotinho (compra de votos em Campos, condenação anulada por Zanin em mar/2026 com recurso da PGR pendente, e improbidade na Saúde estadual) e Felipe Becari (inquérito por peculato aberto em 2022, sem desfecho localizado). Um inquérito aberto é a menção mais fraca da régua e nunca é tratado como culpa. Cada verbete traz o cargo à época, o que foi imputado, o desfecho com data e tribunal, a manifestação do citado quando registrada e o link. O eleitor escolhe quais casos considerar e onde cortar em cada régua; por padrão a página mostra todos com o aviso. Menção em reportagem ou relatório parlamentar não é acusação formal nem condenação. As listas precisam ser reatualizadas conforme as investigações e os processos avançam.

Texto colado. A caixa "Analisar as propostas de qualquer candidato" aplica a mesma rubrica das 48 afirmações a um texto que a própria pessoa cola (site, programa, entrevista), pelo Claude no nível rápido e na conta de quem usa. Serve para estreantes sem mandato nem plano registrado. O resultado é tão bom quanto o texto: material curto ou genérico cobre poucas afirmações, e a página só posiciona na bússola com ao menos 4 afirmações por eixo.

Piloto São Paulo — Assembleia Legislativa. Para os deputados estaduais paulistas que disputam 2026 (reeleição ou Câmara Federal), usamos as 126 votações nominais em painel do Plenário da ALESP de 2023 a agosto de 2026, publicadas como PDF pela própria Assembleia. Das 126, 60 dividiram as bancadas do PT e do PL em lados opostos; o índice individual é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que em São Paulo coincide com a base do governo estadual. O resultado é honesto e modesto: a ALESP vota quase em dois blocos fechados (base ≈ 99% coesa, PT 100%), então o índice diferencia sobretudo os partidos intermediários (PSB, PDT, parte do PSOL, que oscilam entre voto contrário e obstrução) e confirma o alinhamento dos demais. A posição individual desloca o deputado a partir do partido com peso menor que na Câmara (4 pontos por unidade de desvio), e o eixo de costumes fica com o partido, porque a ALESP não tem frentes parlamentares comparáveis. A Câmara Municipal de São Paulo não expõe votos nominais por vereador em formato aberto, por isso ficou de fora deste piloto; outras assembleias seguem o mesmo padrão de PDF e podem ser incorporadas estado a estado.

Ceará — Assembleia Legislativa. A ALECE publica cada votação nominal do Plenário em PDF e planilha no portal da transparência; são poucas, porque a maioria das matérias é votada simbolicamente: 60 votações nominais de fevereiro de 2023 a julho de 2026, das quais lemos 58 (duas PECs de 2023 vieram sem texto legível). Em 36 delas as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos; o índice individual é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que no Ceará é a oposição ao governo estadual (PT). Exigimos ao menos 8 votações e casamos os nomes com os registros de 2026: 45 candidatos (deputados estaduais que tentam reeleição ou disputam a Câmara Federal) receberam posição individual. Como muitos trocaram de partido na legislatura (a maior parte da antiga bancada do PDT foi para PSB, PSDB e PL), a base é o partido atual e o desvio é medido em relação aos colegas do mesmo partido atual quando há ao menos três com índice, senão em relação à bancada da época; o coeficiente é o mesmo de São Paulo (4 pontos por unidade de desvio) e costumes fica com o partido. O resultado mostra o que a ALESP não mostra: a divisão interna do antigo PDT, com nomes que votaram com a oposição na maioria das vezes e outros que ficaram com o governo.

Paraná — Assembleia Legislativa. O portal da transparência da ALEP publica um PDF de resultado para cada votação do Plenário, com o voto nominal de cada deputado, mas só acessível sessão por sessão num formulário; coletamos, pelo navegador, as 444 sessões de fevereiro de 2023 a agosto de 2026 e lemos 3.186 painéis de votação. Em 174 deles as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos (vetos, projetos do Executivo, emendas da oposição, LDO, prestação de contas do governo, título de cidadão honorário a Jair Bolsonaro); o índice individual é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que no Paraná coincide com a base do governo estadual (PSD). Exigimos ao menos 30 votações; 53 candidatos de 2026 receberam posição individual, com a mesma regra do Ceará para base e desvio (partido atual; colegas do mesmo partido atual quando há ao menos três) e o mesmo coeficiente de 4 pontos. A ALEP é ainda mais coesa que a ALESP (a base vota junto em mais de 95% das divisões), então o índice serve sobretudo para distinguir os poucos nomes do PP e do PDT que oscilam entre os blocos.

Rio Grande do Sul — Assembleia Legislativa. O portal da transparência da ALRS publica os votos em Plenário por deputado e por ano (não por votação), em páginas HTML; consultamos os 55 deputados nos anos de 2023 a 2026 e remontamos 683 votações nominais a partir de data, proposição e ementa. Como o portal não informa o partido, usamos o partido de 2026 dos 52 deputados que são candidatos. Em 112 votações as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos; o índice individual é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que no Rio Grande do Sul coincide com a base do governo estadual. Exigimos ao menos 15 votações; 49 candidatos de 2026 receberam posição individual. O desvio em relação ao partido só é calculado quando há ao menos três colegas do mesmo partido com índice; para partidos com um ou dois deputados (PSOL, PSB, Novo, União, Podemos) a posição fica a do partido e o índice aparece só no texto, porque um deputado sozinho não permite medir desvio em relação à bancada.

Pará — Assembleia Legislativa. A ALEPA publica cada votação nominal em página própria (Processo Legislativo → Votações Nominais), com o voto de cada deputado e o partido. Coletamos as 147 votações nominais de fevereiro de 2023 a setembro de 2026 e casamos 41 dos 44 nomes com candidatos de 2026 pelo nome de urna e nome completo (duas homonímias foram resolvidas à mão: "Maria do Carmo" é a deputada do PT candidata como "Maria", e "Delegado Toni Cunha" não é candidato). A casa é pouco dividida: 139 das 147 votações foram aprovadas e só 21 tiveram três ou mais votos "não". As bancadas do PT (base do governo Helder Barbalho, MDB) e do PL (oposição) ficaram em lados opostos em apenas 10 votações, referentes a cinco matérias (PEC 6/2023, PLC 11/2023, PLC 13/2023, emendas ao PLC 16/2023 e PLC 4/2026). Por isso exigimos ao menos 8 dessas 10 votações e tratamos o resultado como amostra pequena: 27 candidatos de 2026 receberam posição individual, com o mesmo desvio em relação à média do partido usado nas outras casas (só quando há ao menos três colegas do partido com índice; limite de ±10). O quadro que sai é coerente — PL sempre de um lado, PT do outro, MDB/PSD/Avante com o governo na quase totalidade —, mas um deputado com uma ou duas divergências nessas 10 votações pode aparecer deslocado da bancada por pouca coisa. O arquivo alepa-votacoes-nominais-2023-2026.json acompanha os arquivos do projeto.

Distrito Federal — Câmara Legislativa. A CLDF não tem página de votações, mas anexa a cada proposição uma "folha de votação" em PDF com o voto de cada deputado distrital, e a busca do portal indexa o texto desses PDFs. Localizamos por busca de conteúdo ("Tipo : Nominal" / "Modo: Nominal" + "9ª Legislatura") 852 folhas, lemos o texto de 801 e ficamos com as 697 de votação nominal em Plenário com ao menos 15 votantes (as demais são pareceres de comissão votados por poucos deputados). Como a mesma folha é anexada a várias proposições (blocos de PDLs, por exemplo), sobraram 232 votações distintas: 59 de 2024, 123 de 2025 e 50 de 2026. As folhas de 2023 são digitalizações sem texto e não entraram. Os 24 nomes casaram com candidatos de 2026. Em 54 votações as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos; o índice é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que no DF coincide com a base do governo distrital (MDB). Exigimos ao menos 15 dessas votações; 22 candidatos receberam posição individual, com o mesmo desvio em relação à média do partido das outras casas (só com três ou mais colegas de partido; limite de ±10). O arquivo cldf-votacoes-nominais-2024-2026.json acompanha os arquivos do projeto.

Minas Gerais — Assembleia Legislativa. A ALMG não tem página de votações, e o portal de dados abertos não expõe votos; mas o Diário do Legislativo (PDF diário) registra cada votação nominal do Plenário com a lista "Registraram 'sim'" / "Registraram 'não'" nome a nome, com partido. Lemos as 924 edições de janeiro de 2023 a setembro de 2026 (a lista veio do sitemap do Diário) e extraímos 2.697 votações nominais distintas — Minas vota quase tudo pelo painel eletrônico, inclusive matérias consensuais. Os 83 nomes casaram com candidatos de 2026 em 73 casos (duas homonímias resolvidas à mão: "Doutor Jean Freire" concorre como "Dr. Jean Freire" e "Vitório Júnior" como "Vitório"; "Coronel Sandro" não é candidato). Em 211 votações as bancadas do PT e do PL ficaram em lados opostos; o índice é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que em Minas coincide com a base do governo Zema/Mateus Simões (o PT é a oposição; MDB, PSD, PP e Republicanos votam com o PL na grande maioria dessas votações). Exigimos ao menos 30 dessas votações; 69 candidatos receberam posição individual. O arquivo almg-votacoes-nominais-2023-2026.json acompanha os arquivos do projeto.

Santa Catarina — Assembleia Legislativa. As atas das sessões plenárias no portal e-Legis da ALESC (PDF por sessão) transcrevem o painel de cada votação nominal, deputado a deputado ("DEPUTADO FULANO sim"). Lemos as 611 atas de sessões ordinárias e extraordinárias de 2023 a 2026 e encontramos 193 votações nominais com dez ou mais votos registrados (a maior parte das matérias é votada simbolicamente). Os 48 nomes casaram com 42 candidatos de 2026. Em 30 votações PT e PL divergiram; o índice é a fração em que o deputado votou com o lado do PL, que em Santa Catarina coincide com a base do governo Jorginho Mello. Exigimos ao menos 15 dessas votações; 31 candidatos receberam posição individual. O arquivo alesc-votacoes-nominais-2023-2026.json acompanha os arquivos do projeto.

Pernambuco — Assembleia Legislativa (coletado, não usado). O Diário Oficial do Poder Legislativo (PDF diário em alepe.pe.gov.br/Flip) traz, nas atas das reuniões plenárias, "VOTAM 'SIM' OS DEPUTADOS ..." e "VOTAM 'NÃO' OS DEPUTADOS ..." nome a nome. Lemos as 921 edições de fevereiro de 2023 a setembro de 2026 e extraímos 281 votações nominais. Mas a ALEPE é uma casa quase unânime: só 20 votações tiveram três ou mais votos "não", e o PT tem um único deputado candidato em 2026, de modo que as bancadas do PT e do PL só divergiram em 8 votações, dispersas em matérias regimentais. Com essa base não é possível derivar o índice, e os cartões pernambucanos usam a posição do partido. Os dados brutos (alepe-votacoes-nominais-2023-2026.json) ficam nos arquivos do projeto.

Rio de Janeiro — Assembleia Legislativa (sem registro nominal público). Verificamos no navegador as notas taquigráficas da ALERJ (sistema Lotus Notes, 8.488 documentos de 2023 a 2026, dos quais 5.908 de Ordem do Dia). Nas votações pelo painel eletrônico a transcrição registra apenas o total ("Votaram 55 Srs. Deputados: 19 'sim'; 36 'não'"); o voto individual só aparece quando o deputado o declara oralmente. Não encontramos lista nominal no portal principal nem no portal da transparência. Os cartões fluminenses usam a posição do partido.

Demais Assembleias (varredura de setembro de 2026). Procuramos voto nominal por deputado nas outras 17 casas. Onde havia sistema aberto (SAPL do Interlegis), coletamos: Amazonas (3.094 registros de votação, mas só 53 com três ou mais votos "não" e um único deputado do PT), Rondônia (352, em que os "não" são quase só rejeições unânimes de vetos), Piauí (136, uma contestada) e Paraíba (148, só a partir de novembro de 2024, sem votação em que PT e PL tenham divergido). Nessas quatro casas o índice PT × PL não é derivável — as votações são consensuais e a bancada de esquerda tem um ou dois deputados —, e os dados brutos ficam nos arquivos do projeto sem uso. Acre e Tocantins têm poucas dezenas de votações registradas; Alagoas, Mato Grosso e Roraima não expõem registros nominais consultáveis; Maranhão usa sistema fechado (ALEMALEGIS, acesso por token). Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Amapá (sistema eLegis em migração) não mostraram página pública de voto nominal nas buscas feitas; na Bahia as atas registram só o resultado agregado. Para todos esses estados o cartão do deputado estadual usa a posição do partido, como sempre foi o padrão.

Goiás — Assembleia Legislativa (coletado, não usado). A ALEGO tem o melhor formato de todos: uma API aberta com o voto nominal de cada deputado em cada matéria (1.983 votações nominais de fevereiro de 2023 a setembro de 2026, guardadas nos arquivos do projeto). Mas em Goiás o eixo governo–oposição não coincide com o eixo esquerda–direita: PT e PL fazem oposição juntos ao governo Caiado (União Brasil), e as bancadas do PT e do PL só divergiram em 20 votações, quase todas sem relação com a divisão ideológica. Com essa base, o índice colocaria deputados da base do governo "no meio" entre PT e PL sem que isso signifique posição de centro. Preferimos não posicionar individualmente os deputados goianos até haver um critério melhor (por exemplo, votações temáticas escolhidas à mão), e o cartão deles usa a posição do partido.

Partidos no gráfico. O eixo horizontal (esquerda–direita) dos 29 partidos vem do GPS Partidário 2026 da Folha (Deltafolha, 6/9/2026): uma régua de 1 a 100 que combina cinco comportamentos públicos — 1.097 votações nominais da Câmara desde 2023, 320 frentes parlamentares, 11,2 mil trocas de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores —, com código aberto e validada contra os levantamentos de especialistas de Bolognesi et al. (2022) e Power & Zucco (BLS 9). Convertemos a régua para −10..+10 pela fórmula (posição − 50) ÷ 5. Como a régua é unidimensional, o eixo vertical (costumes/autoridade) foi derivado por nós das assinaturas em frentes parlamentares da 57ª legislatura (Câmara, 320 frentes, 500 deputados, coletadas em 14/9/2026): 12 frentes de polo conservador/autoridade (Contra o Aborto, CACs, Evangélica, Católica, Cristã, Vida e Família, Combate às Drogas, Conservadora, Segurança Pública, SUSP, Polícia Penal, profissionais de segurança) e 14 de polo progressista/libertário (LGBTI+, Ambientalista, Transição Climática, Povos Indígenas, Estado Laico, Cannabis Medicinal, Favelas, Cultura Periférica, Saberes Tradicionais, Trabalhadores por Aplicativo, Economia Solidária e três frentes de mulheres). Para cada partido, comparamos sua fatia de assinaturas em cada frente com o tamanho da bancada (log da razão observado/esperado); a nota é a média no polo conservador menos a média no polo progressista, escalada para que PSOL = −8 e PL = +8 (cada lado normalizado pelo seu extremo, porque a direita e o centrão assinam frentes dos dois lados e a esquerda quase nunca assina as conservadoras). Partidos com 1 a 3 deputados (Rede, Cidadania, PRD, Missão) não usam as frentes — dois ou três deputados não representam a legenda — e ficaram com estimativa; partidos sem bancada (PSTU, UP, PCB, PCO, Agir, Mobiliza, PMB, DC, PRTB) ficaram com estimativa nossa, marcada como tal. A planilha com as frentes e contagens acompanha os arquivos do projeto. Lembre que o GPS mede comportamento, não doutrina: o centrão aparece perto do governo do momento nas votações e perto da direita nas frentes.

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